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Pedra, planta ou animal?

Pedra, planta ou animal?

Tem muita gente que ainda fica na dúvida, quando vê um coral se pergunta, isso é pedra, planta ou animal?

Você sabia que os corais são organismos extremamente complexos? Que são cnidários primos das anêmonas e águas vivas?  Você sabia que os recifes de coral são formações rochosas compostas por calcário e outros nutrientes? E que este ecossistema que abriga cerca de 25% da biodiversidade marinha?

Isso e muito mais vou te contar nesse post de hoje, meu nome é Patrícia Rocha, sou bióloga e educadora responsável pelo Setor de Educação do Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio).

Corais são incríveis animais que vivem associados a algas microscópicas chamadas zooxantelas, elas fornecem a maior parte da energia que o coral precisa para viver, e ele por sua vez as protege. E o que nós vemos como resultado dessa união é uma diversidade de cores encantadora. Esta diversidade por sua vez formam recifes, formações rochosas compostas por esqueletos de corais, areia e outros nutrientes, e também por corais vivos. Essa formação serve de “casa” e alimento para uma infinidade de espécies de vertebrados e invertebrados marinhos. 

A Grande Barreira de Corais da Austrália é uma das paisagens mais bonitas e famosas do mundo, mas ela não é a única. No planeta, os recifes de coral cobrem cerca de 284.300 Km² do planeta e acredita-se que ¼ de todas as espécies de peixes dependem deles para viver.

Ameaçados

Mas o equilíbrio dos recifes se encontra ameaçado. A pesca predatória, a poluição e o aumento da temperatura média dos oceanos são alguns exemplos de problemas que afetam este ecossistema.

Pesquisa entrando em campo para virar esse jogo!

Os corais vivem em simbiose, unidos as zooxantelas, mas quando as condições do oceano mudam, essa relação também muda e as microalgas deixam os corais, por não ser mais vantajoso para elas, assim os corais ficam brancos e acabam morrendo de fome por perderem a sua maior fonte de energia. É comprovado que o branqueamento de corais leva a uma diminuição significativa de biodiversidade na região afetada, mas o Centro de Pesquisa Científica do AquaRio vem buscando em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) uma solução para este problema.

Em uma pesquisa inédita iniciada em outubro de 2016, nossos pesquisadores procuram um forma de proteger e recuperar os recifes de corais do branqueamento e de outras doenças. Esta pesquisa promissora, ainda em andamento, usa microbiomas naturais marinhos, que são benéficos e nativos desses ecossistemas para proteger esses ambientes.

Se interessou e quer ainda mais detalhes sobre a pesquisa para a conservação dos corais? Leia o post da professora e pesquisadora Raquel Peixoto (UFRJ) a respeito deste assunto, aqui na Academia da Conservação.

Imagem do Centro de Pesquisas do AquaRio

Academia da Conservação
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