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As crianças precisam da natureza assim como a natureza precisa das crianças

As crianças precisam da natureza assim como a natureza precisa das crianças

Até duas ou três décadas atrás, a infância era passada ao ar livre, na rua, nos descampados ou terrenos vazios que existiam nas periferias dos bairros e das cidades. Num gradual exercício de exploração, que começava no quintal de nossa casa e crescia para as ruas, praças e parques, as crianças viviam experiências que aguçavam seus sentidos, alimentavam sua imaginação e desafiavam seus limites físicos.

A infância mudou. O mundo natural e os espaços públicos são cada vez menos elementos essenciais da vida das crianças e as consequências são significativas. Obesidade, hiperatividade, baixa motricidade e miopia, são alguns dos problemas de saúde mais evidentes causados por esse cenário, mas diversos outros fatores menos reconhecidos também estão em jogo, como a intoxicação digital. Apartados do convívio com o mundo e com o outro, crianças e jovens se refugiam no ambiente digital.

Paralelamente, nos últimos anos, vimos surgir muitas pesquisas que sugerem o que alguns educadores, pais e especialistas atestam há décadas: o convívio com a natureza na infância, especialmente por meio do brincar, ajuda a fomentar a criatividade, a iniciativa, a autoconfiança, a convivência, a tomada de decisões e a resolução de problemas. E mais ainda, vivências amorosas para e com a natureza contribuem enormemente no desenvolvimento de vínculos, pois há relações entre sentimento de pertencimento ao mundo natural e atitudes de cuidado e respeito com a Terra.

Brincar na areia, fazer amigos, participar de piqueniques na sombra das árvores, encantar-se com o canto dos pássaros ou com a beleza das flores, tomar banho de cachoeira, cultivar uma horta são experiências nutrem nas crianças o reconhecimento da importância das áreas naturais para o ser humano e todas as outras formas de vida.

Essas experiências devem ser fomentadas de diversas formas e em diversos contextos: em casa, nos bairros, nas comunidades, nas escolas e nas áreas verdes públicas. A responsabilidade de garantir o direito de todas as criança à uma infância saudável e plena, com oportunidades diárias de brincar ao ar livre em segurança é de todos nós: pais, mães e responsáveis, escolas e cidades.

As pesquisas mostram que experiências diretas na natureza durante a infância são fundamentais para a saúde e o bem estar das crianças e jovens. Os estudos mostram também que essas mesmas experiências são um dos fatores que mais contribuem para o engajamento ambiental na vida adulta.

Esse tema é tão fundamental e urgente que tronou-se a pauta do mais novo documentário produzido pela Maria Farinha Filmes. O documentário, oferecido pela Fundação Grupo Boticário e pelo Instituto Alana, chama-se O Começo da Vida 2 - Lá Fora e estará disponível nas principais plataformas digitais a partir de 12 de novembro de 2020. Confira e faça parte do movimento pela reconexão de criança e da natureza, para o bem estar das infância e do planeta!

 

 

Academia da Conservação
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